Que os sentimentos de hoje sejam revelados, porque amanhã
podemos deixar de senti-los, e isso não significa dizer que não foram verdadeiros.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
APRENDER A VIVER
Aprender a viver, sufocar e crer eu
não me imagino a vida toda com você, há não ser agora, ou até qualquer hora que
a saudade insistir em bater em minha janela e dizer: te preciso, te necessito
exatamente sem demora, sem depois, sem nunca mais, a não ser até já, até quando
resolver espera a indecisão do coração, que peleja encontrar a razão, do
desespero passageiro, o que serei sem você, e o que será você sem mim? Viveríamos
ou sobreviveríamos, respiraríamos, ou sentiríamos com toda a intensidade
deslumbrante de um suspiro correspondido no olhar. Necessito de tua luz
exatamente quando aqui não se encontra. Só sei que te necessito...
Jussara Costa
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
MUDAR
E do que
adianta o grito saltitante que soa vazio, em meras palavras com o intuito de se
tornar quem não precisou ser, ouço barulhos com suspiro de realização momentânea
“mudei”. E que fique bem claro mudar vai muito além de assim se dizer ser, pra
que essa mascara, pra que desejar mostrar o que ainda não estamos preparados
para ser? Há um grito de superioridade, mudei ainda mais para melhor, então
quem sou eu para desacreditar. Proponho uma reflexão, mudar soa leveza, não
desespero, muito menos pressa. Mudar significa renovar o que já somos não clamufar
e nos transformar no que esperamos ser. Mudar é tão difícil como aceitar o fato de
que tudo não passa de um instante de pensamentos confusos acompanhados do gosto
amargo da desilusão, até chegar ao ponto de percebermos que somos tão iguais ao
que éramos antes de dizer que mudamos. Mas se houver um dia que essa tal mudança
realmente aconteça, não haverá necessidade de revela-la, até por que se a
finalidade é demonstrar, definitivamente não haverá mudança, só marcas de um
grito errante tentando dizer aprendi com os erros e as decepções.
Jussara Costa
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
CONTO DA MADRUGADA
Perdi-me algumas vezes na
fantástica viagem dos sonhos, mergulhei na saudade e busquei encontrar uma nova
fonte de vida, além do oxigênio, além de meros conceitos formados sobre
qualquer tipo de sobrevivência, seria menos complicado não pensar na existência,
mas reforço que se faz necessário a cada novo dia a certar os ponteiros, por
mais que não se possa voltar atrás para revivê-los, por mais que para os olhos dos
pequenos seja tolice, mais indago que tolice mesmo é não saber para onde se
está caminhando, se bem que o destino seja mesmo a morte, se bem que não
importa tantos planos, se na verdade não sabemos por quantas horas ainda
teremos para planeja-los. E se sabemos de tudo isso e muito mais, não deveria está
apenas sonhando, se temos o privilegio de nos experimentar por todos os dias que ainda nos resta para viver.
Jussara Costa
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